Ruth Bolognese 12/03/10

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Data: 12/03/2010 07:12:06 [563 Palavras]
Publicação: Tribuna do Interior (Brasil)
Autor: Tribuna do Interior
Assunto: Redação


A PM sublevada

            Com panos quentes nas mãos, os comandantes da PM do Paraná justificaram, ontem, como "problemas de comunicação" a  reação contrária da tropa ao Plano de Reestruturação de Salários e Carreira enviado pelo Governo de Roberto Requião para a Assembléia Legislativa. Mas o buraco é mais embaixo. A paralisação, mesmo que temporária, da Polícia Militar quebra a hierarquia, base de qualquer corporação militar, e mostra claramente que a autoridade do Palácio Iguaçu está enfraquecida. Podem ser dois os motivos: a aproximação do fim da era Requião, prevista para daqui a 20 dias, ou o desgaste da autoridade do próprio Governador, o que não reduz, em qualquer dos casos, a gravidade da sublevação militar. Ontem, o Governador Requião reagiu com a costumeira gritaria à ação da PM,  chamou-a de " safadeza política" e ameaçou os sublevados  com "cadeia e rua"  o que também não lhe devolve a autoridade, nem arrefece os ânimos exaltados da tropa.



            E o erro continua na origem, se como afirma o alto comando da PM, na mesma linha do próprio Governo, que defende o Plano de Carreira enviado para a Assembléia como o "ó do borogodó", o problema todo está na ausência de comunicação,porque não houve tempo hábil para que soldados, cabos, sargentos e majores  entendessem que serão beneficiados a curto e médio prazo. Ou mais claramente, se tinha um bom plano nas mãos, se queria beneficiar os Policiais Militares do Paraná, o governo Requião não poderia colocar tudo a perder  por causa de  um problema que qualquer bom comunicador de massa, que existem as pencas ao redor de Governos em geral, resolveria com um pé nas costas.

            Os próximos dias desta guerra tensa entre o Palácio Iguaçu e a PM do Paraná , com todos as suas conseqüências, vão acabar esclarecendo quem está com a razão. Mas , de pronto, seja lá qual for esta razão, a responsabilidade pelo Plano de Carreira e pela reação da PM, é do governo de Roberto Requião.



De Fonte a Informador



            Porque sempre circulou com extrema desenvoltura no meio político nacional, e pelas experiências dramáticas pelas quais passou, o advogado Roberto Bertholdo sempre foi uma fonte preciosa para a imprensa brasileira. A tal ponto que, em algumas crises que abalaram a república petista, a "Folha de São Paulo" chegou a enviar correspondentes e repórteres especiais apenas só para ouvi-lo em Brasília. Há 4 anos, Bertholdo fundou o "Jornale", o primeiro pela Internet e online do Estado e , se todo mundo acreditava que o novo jornal teria vôo curto, a realidade mostrou o contrário. Agora, Bertholdo deixa a casca e decide ,ele mesmo, ir à luta com um blog no próprio "Jornale". Se contar o que sabe, e o que ouve todos os dias, não vai ter pra ninguém em termos de informações quentes na política e de primeira mão. Ou de primeiro ouvido. 

           

Imprensa e Vigilância



            A reação unânime da imprensa do Paraná contra aquela papagaiada da Assembléia Legislativa do Paraná de conceder segurança a ex-governadores matou o assunto de vez. Os deputados que pretendiam agradar o governador Requião, que sai, e o vice, Pessuti, que entra, recolheram as asinhas e agora se fingem de mortos. Ninguém quer nem falar mais sobre isso.

            É muito bom pra todo mundo. Até porque era um assunto pra lá de chato mesmo. 
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